Descubra se você é o Super-Homem

Por Kelly Gallinari

Esta Coluna é publicada as Segundas Feiras.

Não, você não é o Super-Homem. Apesar de óbvio e simples, chegamos, aqui, em um dos grandes impasses da construção humana.

Já se pegou tentando fazer várias coisas ao mesmo tempo e, no final, não dando conta de nenhuma delas? Já se culpou por achar que não tem tempo suficiente para realizar as atividades do trabalho, ir à academia, estudar, criar os filhos e ser uma esposa exemplar? Ou ainda por não conseguir amenizar o problema de alguém que gosta muito? Já fico chateado por não conseguir fazer horas-extras o suficiente para comprar aquele carro dos seus sonhos porque o seu corpo não aguentou de cansaço?

Tem muita gente tentando voar e ter visão de raio-X e se frustrando, imensamente, por não conseguir. E, neste ponto, descobrem, felizmente, que não somos super-heróis e que podemos não saber, não entender e não conseguir. E admitir isso não deve ser sinônimo de ostracismo e sinalização de uma condição menor. É, na realidade,  o primeiro passo para que entendamos que estamos em constante aprendizado e que admitir fraquezas não é desmerecimento, é o sinal propulsor na busca de se tornar alguém melhor.

Pensemos em nossas condições que, apesar de humanas, podem e devem ser direcionadas para o positivo:

Limitações – Temos limitações. Físicas, emocionais, intelectuais, sociais, políticas. Tem gente que se limita a sonhar. Tem gente que tem limitações de oportunidades. Mediante isto, levanto duas grandes frentes:

1 – A limitação não deve ser final da estrada. A limitação deve ser, no máximo, o momento de traçar passos para a conquista do desejado. É no momento da constatação da limitação que devemos nos permitir pedir ajuda e buscar, com calma,  conhecimentos e situações que nos levem até onde queremos. Está com dificuldades de ser pai? Troque ideias com amigos ou procure um especialista. Não consegue administrar a dor da perda de alguém querido? Peça socorro, não é vergonhoso. Não consegue entregar o resultado esperado pelo seu chefe? Converse com ele e pergunte, mais uma vez, como se faz aquela atividade; peça que ele o acompanhe na próxima execução; pesquise na internet a respeito.

2 – Respeite-se. Ir além de suas limitações antes do passo 1 é o mesmo que se agredir. Não faça além do que pode. Vai se machucar e se frustrar, o que pode, inclusive, fazer com que desista. E desistir, sim, é o final da estrada.

Expectativas – Quanto maiores são as expectativas, maiores serão as frustrações. Isto acontece porque a partir do momento que considerar-se um Super-Homem, qualquer coisa que faça errado, por menor que seja, fará com que se sinta mal. Irá cobrar-se. Irá exigir de você algo sobre-humano. Oh, minha gente, você é humano. Exigir algo sobre-humano é irreal.

Controle – Permita-se organizar seu dia-a-dia limitando-se às atividades que estão sobre seu controle. Exigir que o vizinho seja educado com você, que seu chefe seja profissional o tempo todo, que seu filho tire nota 10 em todas as provas, que sua mãe viva para sempre e que você consiga atravessar o trânsito do centro de São Paulo em 10 minutos no horário de pico é o mesmo
que nada. Digo isto porque situações como esta não estão sobre seu controle, acontecem e têm resultados que fogem da sua vontade. É necessário admitir que não consegue controlar o mundo e que precisa focar-se em como  reagir mediante aos fatos que o mundo lhe entrega. Isto sim é inteligente e eficiente.

Preparo – Já que temos a condição de seres errantes e em processo de construção, é muito interessante e sadio que nos preparemos para situações que o mundo possa nos entregar. Se hoje sou apenas um estagiário mas quer ser um grande líder da organização, comece a conviver com pessoas que possam lhe agregar informações úteis, leia mais sobre o assunto, tenha atitudes que lhe direcionem para este objetivo. Se pensa em ter filhos um dia, observe com mais afinco famílias próximas que  têm crianças. Perceba o que é positivo e negativo neste tipo de relação. Se tens medo de perder alguém querido, ame-o o tempo todo que puder, assim, se algo ocorrer, apesar da dor, saberá que ofertou o melhor de si.

Preparar-se é minimizar, ou quem sabe, sanar o erro. E isto é formidável.

É, meu povo, super-heróis, não somos. Paciência. Mas podemos ser super-humanos se buscarmos sermos melhores, todos os dias.

Abraços e até mais.

Kelly Gallinari é coach (profissional que aplica o coaching) formada pela ICI (Integrated Coaching Institute).

www.ecoach.com.br

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