Feito é melhor que perfeito

Akio Morita e a Sony

Por Jerônimo Mendes

Esta coluna é publicada aos sábados.

Tentar ser perfeito consome muita energia. Em certos aspectos, ajuda. Em outros, atrapalha. Não estou desprezando a qualidade necessária para atingir a perfeição, mas a qualidade também tem seus defeitos, por isso, ela é um processo, sem ponto final.

A natureza tem seus defeitos, portanto, ninguém é perfeito, afinal, somos feitos da mesma matéria da qual a natureza é composta. Isso nos coloca em condições de igualdade, nem melhores nem piores do que qualquer criatura na Terra. Nossos defeitos são nossas maiores virtudes.

O que diferencia os perfeitos dos imperfeitos? Os perfeitos são mais detalhistas, mais tecnicistas, mais preocupados com os milímetros e, por isso, na maioria das vezes, podem atrasar projetos, perder prazos e desperdiçar oportunidades.

Os imperfeitos são realizadores, por vezes, inconsequentes, mas não descansam enquanto não atingem o seu objetivo. Você pode vê-los o tempo todo produzindo, testando, inovando, concebendo negócios e ideias que não fazem o menor sentido para alguns, mas todo sentido para eles.

Thomas Edison era um desses imperfeitos. Steve Jobs também. Dois obstinados em busca de uma solução, quase sempre imperfeita, mas o que importava não era a perfeição e sim a realização, o bem comum, ou você considera o i-Phone e o i-Pad perfeitos?

O perfeito consome mais tempo do que o necessário. O imperfeito consome menos tempo e realiza mais. O primeiro mistura obsessão e ciência. O segundo, realização e eficiência. Ambos são realizadores. A diferença está no tempo que cada um leva para colocar uma ideia em prática.

Qual deles tem mais valor no mundo? Depende do setor. Na aviação, por exemplo, nenhuma empresa aceita pilotos com apenas 90% de voos bem-sucedidos. Por outro lado, empreendedores com mais de 50% de tentativas bem-sucedidas nos negócios são exemplos a serem seguidos.

Por tudo isso, deixe de ser perfeito e comece a ser notável, como diria Seth Godin, o grande guru do marketing. Ser notável é não ter medo de se destacar, de dizer a verdade, de arriscar uma ideia, por mais maluca que possa parecer. Ser notável é defender uma causa e ser um realizador por natureza.

Feito é melhor que perfeito, diz o ditado, portanto, produza mais e planeje menos, tente agir mais e espere menos, sonhe mais e durma menos. É bem melhor ter uma centena de ideias boas e arriscar algumas do que ter apenas uma e não arriscar nada.

Pense nisso e seja feliz!

Jerônimo Mendes é Administrador, Coach, Professor Universitário e Palestrante, Graduado em Administração de Empresas e Especialista em empreendedorismo.

www.jeronimomendes.com.br

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: