Pão de Açúcar e Cassino, muita negociação e pouca concretização.

Pedro Paulo Morales

Esta coluna é publicada as quintas feiras.

Ainda existe muita negociação entre Abílio Diniz e Jean-Charles Naouri, dono da Rallye e controlador do varejista francês Cassino.

Como já se sabe Abílio Diniz vendeu em 1999 para o Casino, por 1,5 bilhão de reais, uma participação de 22% no capital do Pão de Açúcar. Seis anos mais tarde, o grupo francês aumentou sua participação pago mais 2 bilhões de reais pelo aumento de sua participação, que hoje gira em torno de 45,9%, na época ainda garantiu o direito de assumir o controle da empresa no dia 22 de junho de 2012.

Para Abílio Diniz é muito difícil deixar o comando do Pão de Açúcar, empresa criada por seu pai, Valentim Diniz, em 1948 a partir de uma confeitaria  que se tornaria o maior grupo varejista do país.

Foram propostas varias soluções para que Abílio saísse da sociedade como, por exemplo, ele ficar apenas com a rede de hipermercados Extra o que foi logo descartado pelo Cassino com receio de Abílio continuar com seu plano de fusão com o Carrefour o que resultaria uma empresa muito forte no Brasil  pois o Carrefour conta com mais de 200 unidades (das quais 120 hipermercados CARREFOUR) em 18 estados o Distrito Federal, que somadas a dos  Hipermercados Extra  com 132 lojas formariam uma empresa que poderia estar entre as 10 maiores do Brasil. Uma outra opção que surgiu foi a divisão do Pão de Açúcar em duas empresas , Pão de Açúcar em duas, a Pão de Açúcar Alimentos ( supermercados e hipermercados, postos de gasolina e drogarias além do Assai) e Pão de Açúcar Eletro  (Casas Bahia e Ponto Frio) com a mesma composição acionária para depois ser  feita, uma troca de ações. Os papéis de Abílio no Pão de Açúcar Alimentos seriam trocados pelas ações do Casino no Pão de Açúcar Eletro. Esta ideia não foi bem aceita por Abílio que tem uma grande simpatia pela área de alimentos.

A negociação fica mais complicada, pois existe um problema de relacionamento entre os Klein e Abílio Diniz por conta de questões operacionais e disputa pelo presidência executiva da empresa Viavarejo, holding que concentra a operação das duas empresas de varejo eletroeletrônicos, o Pão de Açúcar já avisou informalmente que não reconduzirá Raphael Klein, neto do fundador da Casas Bahia, à presidência da empresa.

A falta de avanços nas negociações entre Abilio Diniz e Casino cria muitas dúvidas. Do lado brasileiro, a dúvida é: o Casino está mesmo disposto a negociar? Ou está simplesmente embromando para que se chegue ao dia 22 de junho sem mudar absolutamente nada? Do lado francês, tem-se dificuldade em entender o que, exatamente, Abilio quer se uma empresa independente, uma fusão com o Carrefour ou continuar presidindo o Pão de Açúcar, é esperar para ver.

Bradesco e Itaú Unibanco anunciam redução das taxas de juros

Os dois maiores bancos privados do país, Bradesco e Itaú Unibanco, anunciaram a redução nas taxas de juros em diferentes modalidades de crédito e financiamentos para pessoas físicas e jurídicas. Também haverá aumento do crédito. As taxas passam a valer a partir do dia 23. Instituições seguiram o movimento de corte iniciado pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, que já inclui HSBC e Santander.

A maior fortuna do nordeste

Com a M. Dias Branco, Francisco Ivens se tornou o nono homem mais rico do Brasil. De acordo com o ranking da Revista Forbes, é o nono homem mais rico do Brasil, com um patrimônio estimada em 3,8 bilhões de dólares, a sua colocação é o 290º de um ranking que reúne 1.226 bilionários

Uma parte do sucesso da M. Dias Branco

Seu modelo de distribuição está concentrado em pequenos e médios varejistas, que normalmente negociam descontos menores que os grandes. O grupo produz metade do volume que utiliza de farinha e gordura vegetal, suas principais matérias-primas. Desde 2001, detém um terminal portuário na Bahia. É lá mesmo que o grupo mói o trigo, transportado para a fábrica local por meio de esteiras. Trata-se de um modelo de baixo custo, apoiado numa particularidade do Nordeste brasileiro: os agressivos incentivos fiscais usados por vários estados para atrair investimentos. Segundo estimativas de analistas, cerca de 40% do lucro da M. Dias Branco vem daí.

Coluna escrita em 18/04/2012

Referencias: Portal Exame e CBN Express

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