BTG anuncia compra 40% da varejista Leader por R$ 665 milhões

Segundo o banco, a aquisição é estratégica para a companhia.

O banco BTG Pactual, por meio do BTG Pactual Participations, anunciou aquisição de fatia de 40% da rede varejista Leader por R$ 665 milhões. Com 65 lojas espalhadas em oito estados, a empresa vende de vestuários a eletrodomésticos.

A operação será realizada em duas etapas: aquisição direta e aumento de capital. Pelos termos do acordo, o BTG e seus veículos de investimento envolvidos na compra vão adquirir 35,88% do capital social total e votante da Leader, com pagamento à vista de R$ 558,419 milhões na data. Além disso, o BTG fará um aumento de capital por meio da emissão de novas ações ordinárias correspondentes a 6,42% do capital da Leader, ao preço de R$ 106,744 milhões.

A operação será realizada pela holding M.F.R.S.P.E. Empreendimentos e Participações, da qual o BTG Investments deterá 51,1% do capital total e 24,11% do capital votante. O BTG Pactual Principal Investments, fundo de investimento em participações do banco terá 48,88% do capital total da empresa.

A transação está programada para ocorrer em 20 de junho e deve passar por aprovação de ambas as partes. O acordo prevê ainda que o fundo de investimentos em participações do BTG possa adquirir mais 20% ou 30% do capital da Leader em 90 dias após o fechamento da transação. Durante teleconferência com a imprensa, na tarde desta terça-feira, Carlos Fonseca, head de merchant banking do BTG Pactual, afirmou que a intenção do banco é adquirir mais 30% da companhia por um valor de R$ 404 milhões. Se esta operação se concretizar, o valor total desembolsado pelo BTG chegará a R$ 1,069 bilhão.

Este é o primeiro investimento do BTG no varejo popular. O banco, comandado por André Esteves, já tem participação em hospitais, estacionamentos, farmácias e bancos. Segundo Fonseca, a aquisição faz parte da estratégia do banco de investir em mercados com grande potencial de crescimento. “A aquisição nos dá uma plataforma de crescimento protegida em tempos de crise e favorecida em tempos de expansão econômica”, disse o executivo.

A Leader, que nasceu como Bazer Leader em 1951, no interior fluminense, está espalhada pelos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe e Bahia. Em 2008 a empresa chegou a negociar uma venda para a Renner. O negócio, no entanto, naufragou com a crise econômica.

A varejista fechou 2011 com um faturamento de R$ 1,3 bilhão se contabilizados os ganhos com as vendas no varejo e a operação de cartões de crédito. O valor é 25% maior que o registrado no ano anterior. A previsão para este ano não é revelada, mas há a intenção crescer, tanto que já existem 19 lojas em processo de abertura.

Há planos também aumentar a presença da rede em outros estados, sendo por meio do crescimento orgânico ou por meio de aquisições. “Já temos algumas ideias de possíveis aquisições”, disse Fonseca.

Fugindo do Super Cade
O executivo do BTG não esconde que a aprovação do negócio nesta segunda-feira teve a intenção de evitar que o negócio tivesse que obedecer às novas regras do Cade. Além desta operação, o BTG fechou outros seis negócios nos últimos seis meses com a intenção de fugir da nova legislação.

“O procedimento a partir de agora será muito mais lento e não sabemos como vai ficar. O que existia até hoje a gente conhece muito bem e sabe como funciona”, afirmou. Ainda que não tenha entrado na nova legislação, a transação também terá de ser aprovada pelo Cade.

Fonte: Revista Época

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