Cuidado! Há um “incompetente motivado” perto de você!

Por Flávio Emílio

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras e aos Domingos

Quem não lembra do Willy Coyote? Incansável em sua meta de capturar [e comer] o Papaléguas, ele lançava mão das mais estapafúrdias estratégias e geringonças da marca ACME… Sempre se dava mal, apesar de se achar um gênio da engenharia. Nunca desistiu do seu intento. Eis aí um ícone que representa bem um grupo de profissionais que cresce a cada dia: os incompetentes motivados.

Eles estão por toda parte. Apesar da vontade incontrolável de se meterem em todo e qualquer assunto, os incompetentes motivados reúnem baixíssima expertise. Para justificar sua presença na empresa, procuram investir fortemente na autopromoção, tentando pegar carona em ideias alheias, compartilhando informações sigilosas ou mesmo posando de porta-vozes do que há de mais atualizado em sua área. Porém, falam muito e não produzem nada de concreto.

Eles não são um problema apenas por terem baixa competência… A questão central é que eles estão motivados, felizes e satisfeitos com a situação. Por isso, não acham necessário melhorar, aprender, se desenvolver. Se consideram parte da elite intelectual da empresa. Aí, não há limites…

Já vi vários incompetentes motivados em ação. Seus destinos foram os mais diversos:

  • Vários foram demitidos quando a empresa se deu conta do péssimo negócio que era mantê-los por lá;
  • Outros tiveram de ser transferidos para funções de baixa relevância, como forma de isolá-los e neutralizar os efeitos indesejados de suas intervenções;
  • Alguns conseguiram ser promovidos! Isso mesmo! O laço familiar, as amizades influentes e uma lábia afiada foram ingredientes decisivos para alçar essas figuras a posições mais elevadas – apesar do raso oceano de experiências relatadas em seus currículos.

Assim é o fantasioso mundo dos incompetentes motivados: cheio de oportunidades para se dar bem, mesmo trilhando uma carreira frágil e insossa.

Caso seu chefe seja um deles, fique esperto, pois provavelmente ele tentará se vender como profissional de alta performance às suas custas. Se o incompetente motivado for um colega trabalho, o risco será o mesmo. Outra hipótese é o de tê-lo como membro de sua equipe. Procure identificá-lo rapidamente e tome uma atitude definitiva para corrigir essa situação bizarra, dando-lhe um ultimato. Do contrário, o grande prejuízo [e o mico] de mantê-lo a esquentar a cadeira recairá sobre você.

Flávio Emílio Monteiro Cavalcanti é administrador e Mestre em Gestão de Recursos Humanos .

http://dropsdecarreira.com.br/blog/

 

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