“Mania de doença” compromete a saúde da carreira!

Por Flávio Emílio

Esta coluna é publicada as Sextas Feiras e aos Domingos

Lembra daquele colega de trabalho que se queixa frequentemente da fragilidade de sua saúde? Sua expressão é abatida, sofrida, mórbida… Seus assuntos preferidos são as consultas, tratamentos, terapias e exames. Para ele, são reconfortantes as idas à farmácia para repor seus estoques pessoais de medicamentos, os quais são consumidos de forma compulsiva via automedicação. Também são frequentes os acessos ao Google para tirar dúvidas sobre saúde – o que se torna uma imensa temeridade… Quem já não sentiu-se aterrorizado ao procurar informações sobre alguma patologia num ambiente virtual onde todo mundo é livre para publicar o que desejar?

Muito provavelmente, quem costuma agir assim  sofre de um mal chamado hipocondria.

Em tese, a questão é muito mais psicossocial que física e acaba afetando sua vida, trabalho e relacionamentos. Já me deparei com inúmeros hipocondríacos ao longo de minha carreira. Eles apresentam alguns sintomas recorrentes como a baixa autoestima e autoconfiança, o que os leva a usar pretensas doenças para atrair a atenção e o cuidado dos outros para si. A fragilidade da saúde também tende a ser bastante usada como “passaporte diplomático” para justificar o fraco desempenho, resultados pífios e desmotivação.

Se você reúne algumas dessas atitudes saiba que terá muito mais a perder que a ganhar em sua carreira. No início, você será levado a sério tanto pelo chefe, quanto pelos colegas de trabalho. Com o passar do tempo, virará motivo de piada… Mais tarde, a situação se tornará insustentável, pois o hipocondríaco será tido como um profissional pouco produtivo, com o qual não se pode contar, sendo um dos responsáveis pela elevação da média de absenteísmo da empresa. Deixará de ser vítima para se tornar vilão…

Para se livrar da “mania de doença” sugiro:

  • Realizar atividades físicas frequentes e balancear a alimentação;
  • Desenvolver interesse por hobbies e outros temas fora do contexto da saúde;
  • Reduzir ao estritamente necessário as compras em farmácias;
  • Controlar a vontade de falar sobre doenças e remédios;
  • Procurar tratamento especializado na área de psicologia, caso perceba que não terá condições, sozinho, de reverter o quadro.

Flávio Emílio Monteiro Cavalcanti é administrador e Mestre em Gestão de Recursos Humanos .

http://dropsdecarreira.com.br/blog/

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