O fim é apenas o começo

Akio Morita e a Sony

Por Jerônimo Mendes

Esta coluna é publicada aos sábados

Faz quase cinco anos que eu iniciei a coluna Pensamento Corporativo, com o propósito de compartilhar minha experiência de vida reunida ao longo de mais de vinte e cinco anos de trabalho. Foram duzentos e cinquenta semanas ininterruptas de superação, reflexão e compartilhamento de ideias, com o primeiro artigo publicado em 22 de outubro de 2007.

Durante todo esse tempo aprendi que ninguém é tão pobre de ideias que não possa doar um pouco de si mesmo nem tão rico que não possa aprender um pouco mais com as ideias alheias. Todo mundo tem algo para ensinar e muito para aprender. Esse é o nosso objetivo primordial. O resto é bobagem.

O fim é sempre o começo de algo e o que ficou nada mais é do que um rito de passagem, o qual serve para evoluirmos, tornarmo-nos mais fortes, mais dignos, mais preparados para o próximo ato. Este, por sua vez, é sempre um desafio.

Acredito muito nisso, razão pela qual escrevo, compartilho, coloco no papel as ideias de maneira organizada, concisa e clara, quando possível. Lutar com palavras é a luta mais vã; enquanto lutamos, mal rompe a manhã, diria o poeta Carlos Drummond de Andrade.

Aprendi muito com os leitores, principalmente, pelo fato de ter sido contestado inúmeras vezes por pessoas que, acredito, sabem menos do que eu, mas tem o direito de expressar sua opinião. Contudo, o mais é nunca contestar o ponto de vista alheio.

Este é um principio básico a ser seguido por quem gosta de escrever e compartilhar ideias, motivo pelo qual procurei respeitar pensamentos divergentes do meu embora nem sempre tenha concordado com eles. Como já disse certa vez, não é necessário amar o inimigo para conviver pacificamente com ele.

Toda experiência é válida, mas não é um imperativo para ser feliz. Ser feliz é fazer outros felizes por meio de atos, pensamentos e palavras, dividindo um pouco do que a vida nos dá. Assim, pretendo continuar nos próximos cinquenta anos, porém mais concentrado, com foco específico, voltado exclusivamente para o empreendedorismo.

Minha missão continua. Não tenho projeto de morrer antes dos 100 anos. Pretendo seguir despertando o potencial existente nas pessoas para uma vida melhor e mais desafiadora e, para isso, preciso desafiar a mim mesmo, recomeçar de algum ponto e ser mais especifico para não perder meus objetivos de vista.

A partir de agora, sigo adiante com o Pensamento Empreendedor. Este será o meu foco pelos próximos cinquenta anos. No que depender de mim, o mundo será empreendedor por opção e não por necessidade, exatamente como era antes da Revolução Industrial confinar os homens em suas prisões corporativas.

Todo homem é um empreendedor de si mesmo, disse-me certa vez o Professor Oriovisto Guimarães, Presidente do Grupo Positivo. Acredito piamente nisso, razão pela qual vou dedicar mais tempo e mais energia para criar uma legião de empreendedores felizes.

Agradeço imensamente aos milhares de leitores do Pensamento Corporativo que seguiram e prestigiaram o meu trabalho durante todo esse tempo. Espero que continuem comigo por muitos e muitos anos. Temos muito a aprender uns com os outros. O fim de um é apenas o começo do outro.

Pense nisso e seja feliz!

Jerônimo Mendes é Administrador, Coach, Professor Universitário e Palestrante, Graduado em Administração de Empresas e Especialista em empreendedorismo.

www.jeronimomendes.com.br

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