Empresas utilizam novos recursos para suprir a escassez de mão de obra

Harley Pinto

A busca pelo sucesso nos planejamentos empresariais faz com que organizações invistam na conquista de bons profissionais.

Com o aquecimento do mercado nos últimos anos, um apagão da mão de obra qualificada tem recebido destaque devido ao elevado número de vagas disponíveis. Atualmente, as universidades brasileiras não conseguem formar profissionais suficientes para atender à demanda do mercado.

O campo da Engenharia é um dos que mais sofre com essa escassez. Em todo o país, saem das universidades cerca de 50 mil engenheiros, porém, o mercado necessita de, pelo menos, 120 mil profissionais desse setor. A partir desse cenário, a maior aposta das empresas tem sido na capacitação interna de profissionais especializados, por meio de acordos com universidades ou parcerias com instituições de ensino. Outra alternativa, considerada inédita, tem sido a busca por mão de obra pronta no exterior.

Segundo dados da Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o governo brasileiro autorizou a entrada de mais de 13 mil estrangeiros para trabalhar no país no primeiro trimestre desse ano. O número é 13% maior do que o mesmo período de 2010, quando foram concedidas mais de 11 mil autorizações.

O destaque frente à concorrência está baseado na elaboração e desenvolvimento de projetos capazes de qualificar ainda mais o resultado final do produto. Segundo Ítalo Coutinho, coordenador do curso de pós-graduação em Engenharia de Planejamento do Instituto de Educação Tecnológica (IETEC), profissionais com alto nível de excelência em planejamento são capazes de reconhecer e aplicar as boas práticas de gestão nas empresas, contribuindo assim para o sucesso de qualquer empreendimento de engenharia. “Tais profissionais colaboram e participam de forma ativa no planejamento empresarial para que todos os envolvidos atuem positivamente a favor do projeto como um todo, para que o resultado final seja satisfatório e de acordo com o planejamento inicial”, completa o coordenador.

Com o aumento da demanda por engenheiros, os salários acabaram se tornando mais atrativos. Hoje, o salário médio para um engenheiro recém formado é de R$4,5 mil, sendo que há quatro anos o valor era muito menor: R$1,5 mil. Para incrementar e atrair ainda mais esse investimento em novos profissionais, as instituições de ensino têm investido muito no desenvolvimento de cursos de especialização, para que auxiliem na qualificação dos profissionais que estão entrando no mercado de trabalho, conseguindo assim, suprir pelo menos uma parcela da necessidade atual das empresas.

Fonte: Ietec

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